terça-feira, 30 de setembro de 2008

Óculos.

Hoje eu fui pegar o meu óculos novo, já que meu grau aumentou e eu tchipo quase cega (zagero, ok).

puta. Até agora não consegui me adaptar com esse troço. achando que o cara da ótica tava querendo me sacanear e fez um óculos com 30 graus em cada lente. Se eu ficar mais cega ainda, vou voltar lá e metralhar todo mundo - incluindo o puto do oftamologista, que vai ver botou o grau errado (é um complô, gente, eu sei).

Essa coisa de óculos novo me fez entrar em elucubrações profundas sobre os meus - agora - quase dois graus de miopia (sem contar os de astigmatismo, que nem conta mesmo). Tava pensando na minha vida sem miopia. Tipo se eu operasse. Ok, o grau é baixinho, nem rola operação. Mas se de repente aparecesse uma fada e me deixasse enxergando pra caramba. Ou até se eu passasse a usar lente de contato, vai.

Engraçado que a ideia me deixou meio desesperada. Te juro; acho que gosto de não enxergar muito bem de vez em quando. Tem coisas que só um míope pode ver. A maioria das coisas fica mais bonita - ou menos feia - com uns graus de miopia. Inclusive eu. Aliás, deve ser por isso que eu me acho tão baranga de óculos.:F

Além do que, acho que ver as coisas de maneira menos nítida me deixa mais voltada para o meu self-inner-I. Você abstrai o mundo e fica lá, viajando na maionese. É bom poder tirar os óculos.

Naquele filme, Janela da Alma, tem um depoimento do Win Wenders (diretor de cinema xarope) que eu achei super legal quando ouvi. Ele diz que não gosta de lente de contato porque gosta de ver com as molduras dos óculos - gosta de ver com restrição. Concordei na hora. Sim, doeu, mas eu concordei com o Win.

Leitor, não é despeito. Não é fuga da realidade. Não é complexo de Édipo. Não são tendências psicopatas. Vai ver é só costume, mesmo.:T

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Já posso morrer.

Dizem que, para ter uma existência plena, um homem precisa escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho. Hoje em dia, tudo ficou muito mais fácil; ele só precisa escrever um blog, plantar uma árvore no site do Bradesco e fazer um filho no makemebabies.com.

Como eu quero terminar a minha vida de bem comigo mesma e com a humanidade, tratei logo de fazer os três. Portanto, apresento a vocês os meus bacuri.

Meu filho com o George. Claro, ele puxou o meu narebão.
Meu filho com o Gene Wilder. É tchipo igual ao outro, não? Olha o meu narebão aí.
Meu filho com o Les Claypool. Deve ter alguma coisa errada aí. Eles saem TODOS IGUAIS! Meus genes devem ser muito fortes, mesmo. Se ligou no narebão, né?
Minha filha com o John Cleese. Monstruooosa. E nariguda. Que nem a mãe.Meo Deos, um OGRO!!!!

Ok, eu sempre soube que não nasci pra ser mãe.

Pelomenos esses daí eu posso deletar com muita facilidade do meu agádê a hora que eu quiser. Imagina ter que acordar de madrugada para dar de mamar presses troço. Nheca.

domingo, 31 de agosto de 2008

O cheiro de Deus.

Hoje eu acordei dizendo: "...Ah, então manda ele levar o cheiro de Deus, pô!"

...

O que será que eu quis dizer com isso? O_o

sábado, 30 de agosto de 2008

Tudo novo.

Estranhe não.

O blógui mudou de nome, de cara, de endereço, de tudo. Infelizmente, para os dois ou três que lêem, só não mudou de dona.

O bichinho não tinha nem um mês e já tava precisando de um banho de descarrego. E agora, nesse novo ambiente, mais clean, mais arejado e com um nome mais condizente com o seu conteúdo, re-estreio o bloguinho - com todo gás.

(Quer dizer, gás há, só não há tempo pra postar. Papai do céu me dê mais tempo pra postar amém.)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Novela, verdade, e tudo o mais.

Então. Aí...

Esse fim de semana, assisti pela primeira vez a um capítulo dessa novela que está bombando aí.
Na verdade, não consegui assistir mais de 20 minutos: estava ficando realmente muito deprimida.

Putzgrila, eita novelinha deprê, viu. Em 20 minutos, eu vi gente chorando por que a Juliana Paes ia morrer. Gente chorando porque a Juliana Paes morreu. Gente chorando porque a mãe postiça estava na cadeia. Gente chorando porque estava na cadeia. Assim não dá. Esse pessoal vai acabar com a água do planeta. E eu lá esperando um núcleo alegre, o Tadeu Melo aparecer, ou então a Elisângela, ou então o Eri Johnson, sei lá. Nada.

Mas nem vim comentar da novela, não. Esses dias, além da novela, estive também assistindo a um clássico filme de uma clássica banda de rock. Foi aí que eu descobri tudo.



Flora / Roberto Planta

A Patrícia Pillar na verdade é um clone no Robert Plant, que foi feito para que, mais tarde, ela pudesse fazer o seu papel em um filme sobre o Led Zepellin. Estão há anos trabalhando nesse filme para que ele seja o mais realista possível, englobando vários momentos da banda e da vida de seus músicos, e por isso ainda não foi divulgado. Mas isso não é óbvio? Como é que eu não tinha percebido isso antes.

domingo, 24 de agosto de 2008

Ela e o cigarro.

Então. Aí...

Estou há três dias sem fumar, graças a uma crise alérgica que me deixou toda fudidz. Daí eu pensei "vá, cigarro de cu é rola". É claro que, assim que todos os resquícios de catarro se forem do meu pulmão e eu estiver respirando direitinho, mudarei de idéia. Mas, por enquanto, estou tentando ter alguma força de vontade.

A falta da chupeta do demônio tem me deixado mau-humorada pra chuchu. Mas até agora eu não sucumbi. Descobri que existe uma característica minha muito forte que, se antes contribuia para que eu fumasse mais, agora é minha grande aliada anti-tabagista: a procrastinação. Se antes eu fumava pra procrastinar, agora eu procrastino pra não fumar. Sacou?

Explico. Antes - por motivos enrolarótios, claro -, eu fumava um cigarrinho antes de fazer qualquer coisa. Do tipo, "já vou estudar, vou só fumar esse cigarrinho aqui"; "já vou lavar o banheiro, deixa só eu terminar esse cigarrinho antes", ou ainda "já vou me jogar desse prédio, só vou fumar mais este aqui". Nesses dias, tenho feito o contrário: eu me auto-enrolo-me a mim própria pra não fumar. "Já vou fumar um cigarrinho, deixa só eu olhar meu orkut antes"; "assim que eu terminar esse livro, fumo um cigarrinho"; "fumo um cigarrinho depois do jantar. Mas primeiro vou tomar um banho e re-assistir todos os meus filmes do Monty Python".

Sabia que a boa e velha procrastinação ainda ia me servir pra alguma coisa. Viu só, mãe?

sábado, 23 de agosto de 2008

Adivinhação.

P. - O que é o que é: quanto mais se tira, mais se tem?

R. - Catarro no pulmão.

Sério, gente. Tô podrona. Num guento mais.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Bad smell

Então. Aí...

Não sei se vocês já sentiram, mas o Aterro do Flamengo está FEDENDO. Ultimamente, toda vez que eu passo por lá, sobe um cheiro de cocô do cacete. Muito forte, mesmo.

Isso tem me deixado entrigada. Por que que aquilo lá tá cheirando a bosta daquele jeito? Eu não sei, mas tenho alguns palpites:

1) Todos os moradores do Rio de Janeiro resolveram fazer um protesto coletivo: todos cagaram ao mesmo tempo no Aterro. Só eu não soube do protesto, afinal, tenho estado ocupada.
2) O Capitão Feio se mudou pro Flamengo.
3) Abriram um McDonald's por aquelas bandas.
4) Rolou um show da Banda Calypso por alí nos últimos dois anos e o cheirinho ainda não saiu.
5) Essa cidade está uma MERDA, mesmo.

Alguma outra sugestão?

Não elogio mais.

Então. Aí...

Eu não gosto de elogiar as pessoas, por um motivo simples: a maioria delas não sabe receber elogios. Elas se comportam de um jeito que me faz desejar não ter elogiado.

É que elas tentam mostrar que são humildes pra careleo - ou que estão cagando pro seu elogio, mesmo, porque é óbvio que ela já tinha CERTEZA do que você disse.

Qual é o problema de ouvir o elogio, dizer "obrigado" e ficar na moral, pô? Não. A pessoa tenta demonstrar humildade cagando pro que você disse. Do tipo, você chega pro fulaninho e diz: "Cara, os seus desenhos são demais", e ele faz cara de merda e responde: "hãm". Ele sabe que os desenhos são bons, mas diz pra mim com esse "hãm" que os desenhos são uma merda e que eu é que sou uma idiota por gostar. Aí eu desejo ardentemente poder apertar o REW e retirar o elogio: "Sabe os seus desenhos, querido? Eu acho uma merda". (O mais engraçado é que, se eu dissesse isso, ele ia dizer na hora: 'não são, não! são uma beleza!').

Você chega pra menininha e diz: "CARA ADOREI SUA PEÇA MUITO FODA TEVE AQUELA PARTE QUE...". Ela faz a mesma cara de merda, diz "aham" e te deixa falando sozinha. Será que ela achou que eu estava elogiando da boca pra fora? Na dúvida, melhor não elogiar.

Outro dia, eu disse pruma conhecida que o cabelo dela era bonito. Pra que? Ela fez aquela cara de quem achava que eu estava mor-ren-do de inveja dela e quase segurou o cabelo pra ele não cair com o meu "olho gordo". Daí falou: "é, eu tenho muita sorte, mesmo". Quase vomitei.

Hoje, fui elogiar o "shape" de uma colega. Pra que? Tive que ouvir ela duas horas dizendo "que nada tô uma baleia olha só essa banha aqui não sei mais o que fazer acho que vou operar o estômago meo deos como eu tô feia e esse cabelo que horror homem nenhum me olha quero morrer blá blá blá blá". Aí foi a minha vez de dizer: "aham".

Gente, na moralz aê. Se algum dia eu elogiar você, sorria, agradeça e CALE A BOCA. Senão, eu não elogio mais. Ok?

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Olimpíada pra quê, Jezuis.

Então, aí...

Até hoje não consegui entender a utilidade dessas tais de olimpíadas.

Pelo que me parece, é só mais um motivo pra aumentar a rivalidade entre nações, deixar as pessoas decepcionadas (sem motivo) e criar um climão danado.

Na boa. Se o Brasil ganha mais ou menos medalhas naquela porra, o que a gente ganha com isso? O que que eu ganho com isso?

Supunhetamos - utópicamente - que o Brasil ganhasse as olimpíadas. Beleza. Traçamos tudo quanto foi medalha de ouro, de diamante, de platina cravejada com rubis. Nossos atletas correm, nadam, saltam, rodopiam que é uma beleza. Provamos que somos melhor que alguém? NOT. Chega o europeuzinho e ri na nossa cara: "Ganharam, foi? Mas continuam na mi-sé-ri-a! HAHAHAHAH".

Aí os pobres dos atletas - de que ninguém lembra nos demais períodos da vida - sofrem uma pressão tão absurda pra ganhar medalha, pra trazer o diabo do ouro, pra mostrar que é melhor que os outros, minha nossa senhora. Se ele ganha, é aclamado; se perde, é UMFELADAPUTAVIADOCUMÉQUEPODEDECEPCIONOUGERALMÓVACILOHEIN. O cara volta pra casa querendo cometer um harakiri (e olha que tem muito japinha que comete, mesmo).

Gente, pensem no constrangimento. Pensem no climão que fica. Imagina aquela menina americana da ginástica olímpica, tadinha, que caiu em dois exercícios. Da primeira vez, a mulher já devia estar querendo morrer. Na segunda, a mulher preferia nunca ter existido. Vai sofrer pro resto da vida a pressão dos coleguinhas de equipe, da família, do povo nas ruas, sempre com aquele olhar que diz "NÓS NÃO GANHAMOS AS OLIMPÍADAS DE 2008 POR SUA CAUSA VADIA".

Aí chega o Diego Hypólito, que caiu durante o exercício e perdeu a tal da medalha, e pede desculpas pro Brasil. Desculpa comassim, Diego?! Se foi ele que ficou lá, treinando igual a um lôco, passando por privações alimentares, perdendo tempo da juventude pra fazer aquele troço - que, observemos, é difícil pra caraleo -, pra que vai pedir desculpa pro pessoal que ficou no sofá sentadinho assistindo as olimpíadas e comendo pipoca? Ieu, hein.

Eu odeio essa pressão toda. É por isso que eu odeio olimpíada, futebol e tudo quanto é esporte. Por que que as pessoas não podem levar as coisas numa boa? Será que elas não entendem que ninguém vai morrer se o "nosso país" não ganhar? E ninguém vai melhorar de vida, também. A não ser as pessoas que ganham dinheiro com 'ssa porra.

Se o atleta tal ganha medalha, o mérito não é meu, e nem do resto do país; o mérito é todinho dele. Foi ele que se esforçou pra isso. Eu continuo sendo uma total inapta esportiva, independente da classificação do país em qualquer evento esportivo. Portanto, paremos com esse negócio de gozar com o pau dos outros, e deixamos pra nos preocupar de verdade com coisas um pouquinho mais importantes, óquei? Só uma sugestão. Em vez de cair em cima dos atletas, por que não cair em cima daquele certo pessoal, que a gente paga pra gerenciar o nosso país, mas que só gerencia os próprios assuntos? Er... deixa pra lá.